Governo do Amazonas anuncia antecipação do pagamento referente à subvenção da safra de juta e malva deste ano


Como forma de minimizar os impactos negativos da enchente que afeta a produção rural dos municípios amazonenses, o Governo do Estado decidiu antecipar o pagamento da subvenção da juta e malva aos produtores de Manacapuru (a 68 km de Manaus). O recurso adiantado deverá ser pago no mês de agosto e será referente à safra 2011/2012.

A novidade foi anunciada pelo governador do Amazonas em exercício, José Melo, durante a entrega da ordem de pagamento do mesmo benefício correspondente à produção do ano passado, realizada nesta quarta-feira, 4 de abril, na sede do Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) de Manacapuru.

“O governador Omar Aziz já decidiu que vai pagar em agosto a subvenção da malva e da juta, o que deveria ser feito só no fim do ano. Essa medida também irá beneficiar os produtores de borracha, pois esses são os setores que recebem subsídio do Estado”, detalhou José Melo.

Cálculos preliminares da Secretaria Estadual de Produção Rural (Sepror) apontam que a safra de 2012 deverá atingir a marca de 5 mil toneladas de fibras, o que representará um montante de aproximadamente R$ 1 milhão, já que o Governo do Estado paga R$ 0,20 por quilo.

O recurso chegará em boa hora, segundo a presidente da Cooperativa Mista e Agropecuária de Manacapuru (Comapem), Eliana Medeiros. De acordo com ela, pelo menos metade da produção deste ano foi perdida com as inundações.

“Essa ação representa um socorro para nós que perdemos, em alguns casos, até mais da metade da safra. Devido à enchente o estrago foi muito grande. Com esse dinheiro vamos poder sanar com nossos compromissos. E o Governo também nos incentiva de outras formas com financiamento, semente e assistência técnica”, destacou.

Pacote de medidas – José Melo explicou, ainda, que a antecipação da subvenção das fibras utilizadas na fabricação de sacarias faz parte de um pacote de medidas que a gestão Omar Aziz está adotando com o intuito de continuar incentivando o setor primário mesmo com os problemas causados pela subida dos rios.

“As pessoas que trabalham com malva e juta foram surpreendidas com a enchente antecipada. O que fez com que eles colhessem a malva e a juta antes do tempo ideal. Essas plantações teriam, pelo menos, mais um mês para crescer. A fibra, portanto, não tem tanto valor agregado junto ao mercado. Por essa razão, o subsídio vem no momento certo”, afirmou Melo.

Cerca de 600 juticultores das comunidades Canabuoca II, Canabuoca III, Ilha do Paratari, Paraná do Periquito, Costa do Tuiué, Ilha do Ajaratuba, Paraná do Iauara, Paraná do Guariba, Paratari/Botafogo, Paraná do Mundurucus, Paraná do Paratarizinho, Ilha do Arraia, Ilha da linda Nova , Ilha do Marrecão, Ilha do Supiá, Paraná do Supiá, Costa do Cabaleana, Paraná do Cabaleana, ilha de Santo Afonso, Calado e Bela Vista serão beneficiados com esta ação.

Todos os produtores receberam, nesta quarta-feira, o valor oriundo da subvenção da safra 2010/2011, que totalizou R$ 1.071.288,17, referente a 5,3 mil toneladas de fibra. A subvenção da juta e malva é uma ação coordenada pela Sepror com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) e da Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS).


Descorticador de malva – Na oportunidade, o governador em exercício, José Melo, acompanhou a demonstração de uso de uma máquina que poderá agilizar o trabalho dos produtores de malva. O descorticador deverá permitir o aumento no rendimento da extração da fibra e está em fase de testes.

O descorticador de malva funciona à base de óleo diesel, pesa 72 quilos e tem capacidade de beneficiar 60 feixes por hora. São necessárias duas pessoas para operá-lo. A máquina vem sendo desenvolvida com incentivo técnico do Governo do Amazonas por intermédio do Idam.

“Nós temos protótipos como este no campo, em teste, para que possamos aprimorá-lo. Mas nós só iremos colocar à disposição do produtor na hora que o equipamento corresponder ao padrão que a indústria exige”, garantiu o secretário de Produção Rural do Amazonas, Eron Bezerra.

O equipamento eliminará a figura do produtor dentro d´água, uma vez que o trabalho, que hoje é feito manualmente, passará a ser feito pela máquina. “O produtor precisa deixar a malva 10 ou 15 dias na água para então extrair a fibra. Esse equipamento vai diminuir esse tempo. Por isso, o Governo tem todo o interesse na finalização deste projeto”, ressaltou o secretário.

CRÉDITO DAS FOTOS: CHICO BATATA/AGECOM

Publicado por Amazonas Em Destaque

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