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COARI

Coari é um município brasileiro do estado do Amazonas. É a quarta cidade mais rica do Norte brasileiro, superado apenas por Manaus, Belém,e Porto Velho. A cidade está localizada no Rio Solimões entre o Lago do Mamiá e o Lago de Coari, traz em sua herança e memória e força dos índios Catuxy, Jurimauas, Passés, Irijus, Jumas, Purus, Solimões, Uaiupis, Uamanis e Uaupés. Em 1759 a aldeia é elevada a lugar com o nome de Alvelos. Em 2 de dezembro de 1874 foi elevada a vila ,em 2 de agosto de 1932 a Vila de Coari é elevada a categoria de cidade, pelo prefeito: Alexandre Montoril.

A cidade conhecida pela produção de banana, hoje se destaca por produzir petróleo e gás natural, que ocorre em uma região denominada de Urucu. A produção de petróleo gira em torno de 53.500 bb/d (2007) e de gás natural chega a 10 milhões de m³/d. Outro fato importante é que está sendo construído um gasoduto que ligará sua província produtora ao mercado consumidor localizado em Manaus/AM. Serão 450 km de distância da sede da cidade à Manaus que estão sendo construídos, somando aos 278 km de um gasoduto, já existente, que interliga os campos produtores à cidade de Coari/AM. 

POPULAÇÃO
População Total: 67.055 habitantes (67% urbana; 33% rural; 52,07% mulherese e 47,93% homens). Conforme contagem feita pelo IBGE em 2007 – e publicado no Diário Oficial da União de 29 de agosto de 2008;
Densidade Demográfica: 2,69 habitantes por km²;
Mortalidade Infantil até cinco anos de Idade: 22,26 a cada mil crianças;
Taxa de Fecundidade: 6,74 filhos por mulher;
Taxa de Alfabetização: 88,63%;
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,703;
IDH-M Renda: 0,846;
IDH-M Longevidade: 0,776;
IDH-M Educação: 0,946;
RANKING
A população de Coari é de 67.055 habitantes o que a coloca na posição de quinta maior cidade do Amazonas, perdendo somente para Manaus, Parintins, Itacoatiara e Manacapuru.

Maior apreensão do ano estava em Anavilhanas


Raphael Alves
Policiais desembarcam a droga na praia Dourada, no Tarumã, após operação no arquipélago de Anavilhanas, em Novo Airão


Clarice Manhã

Da equipe de A CRÍTICA

A Polícia Federal (PF) apreendeu, por volta das 16h30 de ontem, 600 quilos de cocaína e prendeu quatro pessoas em uma ilha no arquipélago de Anavilhanas, no Município de Novo Airão (a 100 quilômetros da capital). A droga foi desembarcada no flutuante da Polícia Federal, no bairro Tarumã, Zona Oeste, à meia-noite e meia de hoje.

Segundo o titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF, Humberto Ramos, toda a droga apreendida foi fornecida pela Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e deveria ser comercializada fora do País. “Até agora esta foi a maior apreensão de drogas deste ano no Amazonas”, observa Ramos. Ele avalia que a maior parte da cocaína iria de Manaus para os mercados norte-americano e europeu.

A quadrilha

O colombiano Nelson Gadilha Flores, o amazonense de Tabatinga Francisco Antônio Viera da Silva e os indígenas de São Gabriel da Cachoeira Valdenir Melgueiro da Silva e Paudelino Melgueiro da Silva foram presos acusados de serem os responsáveis pelo transporte e armazenamento da droga. Conforme a legislação brasileira, a pena prevista para o tráfico de entorpecentes é de 5 a 15 anos de prisão, e o estrangeiro deve ficar preso em Manaus até cumprir sua sentença. “O Francisco já foi preso duas vezes por tráfico de drogas, uma delas em Portugal”, disse o delegado.

Humberto Ramos informou que 20 agentes participaram da operação, e a investigação já dura seis meses. “Alguns homens ficaram infiltrados na cidade de Novo Airão, e outros estavam fazendo as buscas pelas ilhas”. A droga estava enterrada em uma área próxima à baía no rio Negro, e o delegado calcula que havia o equivalente a R$ 6 milhões em entorpecentes. “Essa droga seria escoada pelo rio Negro até Manaus, e isso já mostra uma alteração na rota dos traficantes, resultado da intensificação da PF na fiscalização no rio Solimões”. 

MAIS DROGAS EM BARCOS


Contra fatos não há argumentos. Nossas embarcações na rota do Solimões, de Tabatinga até Manaus servem para atender a rota do tráfico. Em bolsas, em malas, em caixas de gelo, em bacios sanitários, em porões, em embalagens diversas, elas viajam silenciosas e lentas como venenos mortais destes tempos modernos. Quando a polícia pega, é um verdadeiro resultado de trabalho estratégico  e sorte. 

Parabéns ao policial militar que conseguiu este feito.

IMAGENS AMAZÔNICAS: EROSÃO


Imagens como estas são muito comuns nas margens do Rio Solimões. Árvores caídas, barrancos desmoronados. Lí em algum lugar que o Solimões ainda está em formação, por isso suas águas barrentas e erosão de suas margens; não sei se isto é verdade, fato e que este fenômeno acontece, interferido diretamente na vida do homem ribeirinho. Já vi comunidades inteiras, com dezenas de famílias, terem que se mudar em virtude do desabamento de terra, levando casas, escolas, igrejas, em fim, tudo. Se isto é renovação da natureza ou se é destruição não sei. Se alguém que entenda do assunto quiser escrever um comentário sobre isso, fique a vontade, eu transfiro para a página principal, abaixo deste post. O espaço está liberado.

IMAGENS AMAZÔNICAS

Não é necessário muita coisa para captar uma boa imagem da natureza amazônica: ela é abundante. O Rio Solimões em sua grandeza e sinuosidade vai arrastando a várzea, aos pouco, lentamente. O nível das águas, ainda baixo, desnuda o que fica escondido por baixo das águas.

Posted by Picasa

DROGAS

Esta semana, acompanhamos várias noticias de apreensão de drogas em vários municípios do interior do Estado. Um detalhe: a droga era traficada de forma bem regionalizada, em barcos, mais precisamente no casco dos barcos. A última apreensão foi em Iranduba, segundo o Jornal A Critica: “528 quilos de droga – entre pasta-base e cloridrato de cocaína -, foi apreendido na madrugada de ontem pela Polícia Federal, nas proximidades do Município de Iranduba (com sede a 25 quilômetros de Manaus). Até o momento esta é a maior apreensão de drogas realizada pela Polícia Federal este ano no Amazonas.

Esta apreensão só serve para confirmar que o Rio Solimões é realmente um corredor para o tráfico de drogas. Quantas e quantas toneladas não passam despercebidas nos milhares de barcos que viajam por ano neste trajeto, que vai do Alto Solimões até Manaus? A economia d narcotráfico é abastecida na pujança e grandeza do nosso Amazonas. Dinheiro oriundo da desgraça de famílias e principalmente de jovens, que cada vez mais são presa fácil dos traficantes.

É realmente muito difícil para a policia impedir, e até mesmo monitorar o tráfico de drogas no Amazonas, pela área de fronteira imensa, pelas distâncias gigantescas e pela dificuldade com equipamentos para esta missão. Geralmente estas apreensões são frutos de delações. A união da ganância, com a inconseqüência vai continuar motivando pessoas a ganharem dinheiro fácil com drogas.

LUDOVICO ALTERNATIVA NO TRANSPORTE FLUVIAL

COZINHA
LATERAL

Fui convidado a viajar de Manaus em Coari pelo Navio Motor Ludivico, um barco de grande porte que surge como uma boa alternativa para o transporte fluvial. Nossas estradas: os rios, servem como via do tráfego de pessoas dos diversos, e viajar em barcos lotados nem sempre foi uma aventura agradável principalmente na hora de tomar banho, usar o banheiro ou se alimentar. Já o “Ludovico” surgem como algo novo nesta área, pelo tamanho, pela qualidade das instalações (banheiros, cozinha, suítes, área de lazer).

 

LATERAL

É claro que, alguns detalhes precisam ser observados, principalmente no serviço ao cliente que precisa ser profissionalizado. Por exemplo, um fardamento e uso de profissionais habilitados, saindo da tradicional empresa familiar para o atendimento mais profissional. Além disso, a dificuldade apresentada pela concorrência desleal dos outros barcos que baixaram ao limite o preço da passagem. Para os passageiros é maravilhoso, mas pra quem pretender manter um gigante (para os nossos padrões de embarcação), levando cargas e passageiros, subindo e descendo o Solimões, gastando diesel com dois motores potentíssimos: isso não é brincadeira.

De REDES

FORMULA 1 VIAJANDO

Valeu, Massa!

De Manaus a Coari, a bordo do “Ludivico”, um grande barco de ferro que está fazendo agora o trecho Tefé-Coari-Codajás-Manaus. Enquanto a massa pesada de ferro, singrava as águas barrentas do Solimões, impulsionada por 1 motor apenas pois o outro havia quebrado, uns 30 passageiros se aglomeravam diante de um tv de lcd para assistir a grande final.

Era como se todos tivessem torcendo para uma partida de futebol, que o gol do adversário sai na prorrogação do segundo tempo, aqueles minutinhos a mais que o juiz concede alentando a esperança de alguém. A esperança de Hamilton foi que se manteve, dando um banho de água fria na expectativa de todos os brasileiros, inclusive de nós, em meio a selva amazônica, viajando pelos rios sinuosos enquanto o sinal da parabólica fugia da sintonia e voltava, a medida que o barco se movimentava.

Mas não tem nada não, em momentos como este é que aquela frase “sou brasileiro, não desisto” se torna mais forte. Estaremos todos nós, torcendo novamente pelo Massa, no ano que vem. Sei lá o que é isso, mas importa um número significativo de pessoas. 

Fico pensando: qual a utilidade da formula 1 para nós? Não acho resposta conveniente. No entanto torcemos, torcemos pelo piloto solitário que representa a pátria, mas que representa também os interesses capitalistas por trás dos negócios da formula 1. Finda que torcer pelo Massa, significa torcer por um orgulho próprio, como se nós pudéssemos também guiar um carro tão veloz, e usufruir da glória efêmera de dizer: “O campeão, é brasileiro”. Não foi desta vez, mas ano que vem tem mais.

COARI: DESAFIOS DO NOVO PREFEITO – SAÚDE

Continuando minha saga sobre o município de Coari, principalmente apontando soluções sobre problemas existentes, e não apenas dizendo “tá ruim, tá ruim”… Um dos grandes desafios para qualquer cidade é satisfazer os anseios do cidadão quanto à saúde, o que não é fácil, pois geralmente quando alguém vai ao hospital já vai em um estado de “stress” e é aí que está o tendão de aquiles… no atendimento. É claro que outras necessidades existem, pois saúde é um direito do cidadão e um dever do agente público. As políticas públicas do governo para o setor devem ser desenvolvidas tendo como meta a garantia de atendimento em saúde com qualidade para toda a população. Procurando sempre adotar ações preventivas e concentrar esforços na atenção às faixas da população mais vulneráveis.

Coari, que já tem um hospital padrão, regional com 80 leitos poderá contar com a costrução de 01 CENTRO DE EXCELÊNCIA EM SAÚDE para abrigar:

- Centro de Atenção à Mulher;

- Centro de Atenção à Criança;

- Central de Medicamentos;

- Central de Exames Laboratoriais;

- Central de Odontologia; e

- Central de Oftalmologia.

Outros desafios podem ser a:

·         Implantação de Unidades Básicas de Saúde na Zona Rural, dotadas de estrutura própria e equipadas com lanchas UTI’s;

·         Aquisição de 4 Barcos-Hospital para atender as regiões do Baixo e Alto Solimões, assim como as do Lago de Coari, Mamiá, Copeá, Rio Piorini, Codajás Mirim entre outros;

·         Construção do Centro Municipal de Zoonoses;

·         Implantação do Plano de Cargos e Salários para os profissionais da rede de saúde;


UMA OPINIÃO DO DIÁRIO DO AMAZONAS

Auzier Moreira, um magistrado

Interpretar a lei e decidir sobre um conflito é sempre um momento de liberdade. É quando o Judiciário se reafirma como poder independente ao afastar-se de qualquer pressão legítima ou não, seja dos demais poderes, instituições ou outros interesses. É o momento onde os juízes podem e devem reconciliar a lei defeituosa e má com os anseios de liberdade, justiça e democracia. Rui Barbosa já dizia que um país deve ser avaliado não pela Constituição que tem, mas pelo modo como a põe em prática. Por sua vez, o saudoso Aliomar Baleeiro lembrava que ministros do Supremo são empregados do povo com a função de aplicar as leis que o povo faz. Quando atuam com independência cumprem seu dever.

E é isso que tem feito o desembargador Auzier, ao longo de toda sua carreira de relevantes serviços prestados à magistratura do Amazonas, sempre julgando com independência e total isenção. Sem qualquer elogio fácil e favor nenhum, posso dizer que sua trajetória pública certamente é orgulho e exemplo para as novas gerações de magistrados.

Agora, acresce à sua vida profissional, o honroso título de Presidente do Tribunal de Justiça do Estado. Atinge o apogeu de sua carreira pelos seus próprios méritos em que sempre deu mostras de lucidez, inteireza moral, como comprovam seus inúmeros votos e decisões. Imbuído dos mesmos sentimentos éticos e convicções jurídicas que há 36 anos o animaram a ingressar na magistratura, como juiz de direito da comarca de Borba.

E chega à Presidência, tenho certeza, com a mesma vocação e ideais da juventude, que não mudaram, procurando zelar pela Instituição, preservando suas mais caras tradições de eficiência e compostura. Porque aqueles que fazem na vida a opção de agir sempre com dignidade e transparência como Auzier, não encontram, nem poderiam jamais encontrar caminhos de volta.

Recentemente, ao atribuir efeito suspensivo a um recurso incidente de Embargos de Declaração contra acórdão do Tribunal, em demanda envolvendo os municípios de Coari e Manaus, nada mais fez do que cumprir seu dever jurisdicional, uma vez que não concedeu, nem retirou direito de qualquer das partes. Mesmo assim, foi alvo de suspeitas e ilações das mais absurdas. Mas, certamente se tivesse decidido diferente hoje, quem sabe, estaria sendo endeusado como o juiz mais honesto do mundo, astro de primeira grandeza da magistratura brasileira.

No entanto, serenamente alheio aos interesses contrariados e às paixões desmedidas, continua o magistrado que todos conhecemos: simples, humilde, colega que nos engrandece e que deixou saudades nas longínquas comarcas do Alto Solimões e do Madeira. Não por acaso, tem toda uma carreira marcada pela coragem pessoal e pela independência, sem nunca se curvar ao arbítrio e à prepotência dos poderosos, dos que se acham acima da lei, do bem e do mal, da ordem e dos poderes constituídos.

Talvez, por isso, não raro, ao longo de sua vida judicante sofreu preterições e desenganos, a ingratidão de quantos ajudou, a perseguição dos incompetentes, o inconformismo dos derrotados e a incompreensão de muitos. Mas, como homem de fé, profundamente religioso, sempre soube compreender essas mazelas, e esteve acima dessas manifestações inferiores do ser humano.

Auzier, portanto, tem um passado e uma história de honradez, atestado por aqueles que o conhecem. Mais do que isso: tem toda uma existência dedicada ao Poder Judiciário amazonense. E como lembrava David Nasser, “é inútil querer destruir com a artilharia de lama uma figura de mármore”.

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