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ENCHENTE: AS ÁGUAS CONTINUAM SUBINDO

Esta semana espalhou-se o boato à boca pequena que em Tabatinga as águas pararam de subir. Trazendo alento para milhares de famílias que morando na outra extremidade do Estado, sabem que quando as águas param de subir no alto Amazonas, ainda levam cerca de 30 dias para começarem a secar. Informação ainda não confirmada pelos órgãos de comunicação. O jornal Acritica noticiou que a situação ainda é precoupante nos municípios do Alto Solimões: “Tabatinga, Atalaia do Norte e Benjamin Constant. O rio continua subindo, em média, quatro centímetros ao dia. O período chuvoso daquela área, conforme dados do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), ainda não parou.
Se ainda não parou “lá por cima” – como costumamos a nos referir regionalmente, é o sinal de que realmente esta enchente pode superar a grande enchente de 1953. As consequências econômicas e sociais serão drásticas.

DO GUIA COARI: Defesa Civil acompanha subida das águas


 Defesa Civil acompanha subida das águas

Fotos:Ely Almeida

Eufrásio Filho, monitoramento diário na cidade e no interior
.
Com uma cota superior a 40 centímetros acima da cota média registrada no mesmo período do ano passado, a Secretaria Municipal de Defesa Social (SDS) está preparada para intervir caso o nível das águas continue a subir. Um plano S.O.S Enchente já está sendo preparado.

O prefeito Rodrigo Alves já colocou de prontidão a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil – Comdec, que atuará em parceria com o governo do estado, que já trabalha em municípios do alto Solimões que estão em “Estado de Alerta”. 

O índice pluviométrico referente ao mês fevereiro de 2009 assinala 0,21mm de chuva a mais que o mesmo período em 2008. É grande a possibilidade de continuar chovendo, principalmente nas cabeceiras dos rios contribuintes da bacia amazônica, o que se refletirá em situação preocupante para Coari. 

No município coariense são 113 comunidades rurais espalhadas por todo o município se encontram em áreas consideradas linha de várzea “e que podem se transformar em graves problemas para as populações que lá vivem”, adverte o secretário adjunto, Eufrázio Filho. 

O temor é que se repita a enchente que aconteceu em 1989, quando algumas partes da zona Urbana da cidade ficaram alagadas, interrompendo o trânsito de veículos e colocando em risco a saúde de muita gente. 

Alguns trechos que podem apresentar riscos à população estão sendo monitorados pelos agentes da secretaria. Áreas do bairro Santa Efigênia, estrada do Contorno, rua Major Zeca, início da travessa Raimundo Mota e rua Canaã, no centro da cidade; rua Moisés Bezerra – por detrás da escola Iracy Leitão, bem como áreas próximas ao entorno do igarapé do Espírito Santo estão na lista da SDS.

IMAGENS DA CHEIA


Esta foto foi feita no último sábado, dia 21 pelo fotográfo Jaime Levi e mostra como está o nível da água nas comunidades do Rio Solimões. A previsão é de uma cheia de grandes proporções. Ultimamente estamos vivendo extremos na natureza: alguns anos atrás (para ser mais preciso em 2006) vivemos a maior vazante que eu já havia presenciado nos meus quase quarenta anos de vida, e agora aguardamos uma enchente de grandes proporções. A natureza tão rigorosas em suas estações e ciclos agora dá clara demostração de algo anda muito errado em nosso planeta.

A CHEIA VEM AÍ


 
Efeitos da cheia em sete cidades 

Luiz Vasconcelos
Ruas inteiras estão alagadas em comunidades rurais de Tabatinga. Crianças brincam alheias aos prejuízos


Ana Celia Ossame
Da equipe de A CRÍTICA

Tabatinga (AM) – Sete municípios do interior do Amazonas estão em estado de emergência devido às cheias. O município de Tabatinga é um dos mais afetados pelo aumento de nível do rio Solimões. Além dele, já estão em situação crítica Itamarati, Guajará, Ipixuna, Atalaia do Norte, Benjamim Constant e Barreirinha.

O prefeito de Tabatinga, Saul Bemerguy informa que mais 90% da produção agrícola do município já estão perdidos. Na última semana, mais de 15 casas da comunidade de Belém do Solimões, desmoronaram com a chegada das águas. Há prejuízos para o ano letivo já que algumas comunidades rurais estão isoladas e não há como os alunos chegarem às escolas.

Saul explica que os moradores estão numa situação difícil, pois haverá necessidade de ampliar o número de barcos destinados a apanhar os estudantes em casa, já que a enchente isolou várias comunidades onde antes não havia necessidade de transporte. A preocupação dele deve-se ao compromisso assumido pelo município diante dos governos do Estado e Federal para melhorar os índices de aprovação nos exames nacionais como Ideb, que é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e o Enem, Exame Nacional do Ensino Médio. “Com as escolas paralisadas as aulas serão prejudicadas”, lamentou.

Outra situação grave com a enchente é a perda de 90% da produção de mandioca, banana e abacate, mas ele se preocupa ainda com a vazante, que trará doenças. “Se continuar a encher até maio, vamos ter a maior enchente, superando a de 1953″, revelou o prefeito, citando que, com a vazante, que só começa a partir de maio, virá também o problema das doenças como diarréias e a malária. “Na época da cheia, perdemos as plantações, quando seca o rio vêm as doenças”, explicou.

Guadalupe

Na sede de Tabatinga, numa comunidade chamada Guadalupe, na fronteira com a Colômbia, as pessoas já andam sobre pontes porque a rua principal, a Marechal Rondon, virou um local de banho para as crianças, indiferentes à poluição de esgoto que vem da cidade de Letícia e, segundo alguns moradores, é despejado naquela área. Guadalupe está situada no marco divisório dos dois países e está na margem do Igarapé de Santo Antônio. Várias famílias já tiveram que deixar suas casas e outras terão que fazê-lo se o nível das águas continuar subindo.

Arlene da Silva Ajal, 40, mãe de três filhos, mora há 14 anos na comunidade e nunca viu tanta água ali. “Estamos preocupados, mas não temos para onde ir”, disse ela. Rosilene Chauna, 19, mãe de três crianças pequenas, cuja casa está a poucos centímetros das águas é outra que não esconde a preocupação. “Não temos o que fazer a não ser esperar que a água pare de subir”, afirmou. Moradora da comunidade de Guadalupe há três anos, Tatiana Andréia Holanda Amie, 19, lamenta ver as crianças nadando naquela água contaminada. “Meu filho de três anos de idade já caiu na água, tenho muita preocupação com a segurança”, revelou. 

CETAM VAGAS EM COARI

O Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) abre inscrições a partir de hoje (9), para processo seletivo com o objetivo de preencher 600 vagas disponibilizadas em 15 cursos técnicos oferecidos na em Manaus e no interior.

Os candidatos terão até o dia 13 para se inscrever e participar da seleção. As provas serão realizadas no dia 5 de abril e as matrículas, de 28 a 30 do mesmo mês.
Em Manaus, as inscrições podem ser feitas na Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (EST/UEA), na avenida Darcy Vargas, 1200, Parque Dez. Em Tabatinga e Coari, os candidatos devem dirigir-se ao Centro de Treinamento Profissional do Alto Solimões (CTP-Sol), na Vila Militar; e na UEA – Conjunto Amazonino Mendes, no bairro da União, respectivamente.
Para se inscrever, o candidato deve ter concluído o nível Médio e levar carteira de identidade (original e cópia), pagar uma taxa de inscrição de R$ 20 no local. Os cursos são todos gratuitos e o valor é referente apenas ao exame de seleção.

CHEIAS DE RIOS AFETAM INTERIOR DO AMAZONAS

Divulgação
Até agora, o Município mais afetado pelas enchentes é Guajará, localizado na divisa com o Estado do Acre


Elaíze Farias

Da equipe de A CRÍTICA

Comunidades ribeirinhas e da zona urbana dos municípios do interior já começaram a ser afetadas pela enchente das bacias do alto rio Solimões e Alto Juruá. O Município mais afetado é Guajará, localizado na divisa com o Estado do Acre, no Alto Juruá. Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Roberto Rocha, até ontem 250 famílias de comunidades ribeirinhas foram desalojadas e enviadas para abrigos ou levadas para casas de familiares.

“Os leitos do Alto Juruá são muito estreitos. É uma microbacia que enche muito rápido. O rio subiu dois metros rapidamente neste período. E ano passado aquela região foi muito castigada, com a constante chuva. As famílias foram para um local seguro. A área onde vivem as comunidades ribeirinhas é uma planície alagadiça”, afirmou.

Cidades vizinhas a Guajará também estão na rota da enchente, como Ipixuna e Eirunepé. Comunidades dos municípios localizados na região do Alto Rio Solimões também já estão sentindo os efeitos da enchente. “Benjamin Constant e Atalaia do Norte estão sendo atingidas em áreas rurais por inundações bruscas em virtude das precipitações pluviométricas aliadas ao aumento do índice das cotas dos rios que atingiram o nível de Situação de Emergência”, informou nota da Defesa Civil.

Baixo Amazonas

Algumas cidades do baixo rio Amazonas estão na mesma situação. O Município de Barreirinha já vem sofrendo com as enxurradas. A situação foi confirmada pela Defesa Civil Estadual. Boa Vista do Ramos, vizinha de Barreirinha, também começa a ser atingida, embora as inundações ainda não tenham sido confirmadas pela Defesa Civil.

De acordo com o alerta da Defesa Civil divulgado ontem, no rio Purus, o Município de Canutama está com a cota em elevação contínua que poderá atingir o nível de Situação de Emergência em dez dias. O alerta informa também que o Município de Itacoatiara está a 20 centímetros de atingir a cota de atenção e o Município de Barreirinha está sendo afetado por enxurradas e inundações bruscas induzidas pelas fortes chuvas que caíram neste período, chegando a atingir a área urbana do Município, causando danos materiais e prejuízos sociais e econômicos.

Roberto Rocha afirmou que somente nesta quarta-feira a Defesa Civil terá uma contabilidade mais completa sobre os números de comunidades e famílias afetadas pela enchente das bacias hidrográficas do Estado do Amazonas. Ele disse que, por enquanto, os órgãos de Defesa Civil dos municípios estão terminando os levantamentos sobre a situação das comunidades.

A CRITICA

O GÁS DE COARI

A província petrolífera de Urucu, localizada na Bacia de Solimões, no município de Coari (AM), produz cerca de dez milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. 

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