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PENSATA: PRESCREVERÁ SEM ESCLARECIMENTO A MORTE DO DR. ODAIR?

Será feita justiça ao Dr. Odair Carlos Geraldo?

O tema voltou a ser discutido não apenas pela imprensa amazonense, mas também pela população de Coari. O crime de fato aconteceu, o ex-prefeito e médico foi assassinado. Uma vida foi violentamente tirada da face da terra a custa de bala. Em um mundo onde a injustiça insiste em prevalecer, parece que mais uma vez a vida humana será o que menos importa se este processo prescrever.
Segundo as informações que circulam na mídia, se este processo não for julgado nos próximos quatro anos, prescreverá. Isto é escrito na forma mais fria que a letra pode permitir, sem lembrar que se isto acontecer será mais uma vez a ratificação de que a vida humana realmente não tem valor, que tirar a vida de alguém pode encontrar precedentes neste caso, uma vez que alguém morreu vítima da violência e tudo ficou impune, como nada tivesse acontecido.
Não quero aqui condenar ninguém antecipadamente. Sou a favor do amplo direito de defesa e confirmo que alguém só pode ser imputado de algum crime após ter o processo transitado em julgado. É nisso que acredito, pois se fosse o contrário, as leis e os tribunais constituídos não teriam valor. Por acreditar nisto, que defendo que este processo da morte do Dr. Odair tem que ir a julgamento. A justiça do Amazonas tem compromisso moral de julgar este caso para que o sentimento de impunidade não se espalhe como algo esperado e certo. Odair Carlos Geraldo não morreu de causas naturais, ele foi assassinado: alguém o matou e este alguém precisa ser responsabilizado. Quem tiver de ser punido que seja conforme os rigores da lei, assim como se tiver de ser inocentado que seja livre de um estigma que fica cada vez mais indelével. O que não pode acontecer é que o caso termine sem uma explicação justa.

Quando leio as declarações de um dos envolvidos no caso, dizendo que a bala que usava era diferente da encontrada no corpo do prefeito, só consigo entender como uma declaração de que no meio da confusão que culminou na morte do ex-prefeito havia pelo menos a intenção de fazer, e isto deve ser levado em consideração pela justiça. Por outro lado, amigos do ex-prefeito silenciaram com o tempo. Um silêncio que a voz da consciência há de irromper um dia, pois não é possível que as pessoas que vivenciaram tudo o que aconteceu simplesmente tenha apagado de suas memórias a dor sentida pelo “amigo” que caiu moribundo no chão de uma rua do bairro de Chagas Aguiar e que sagrou até morrer em um dos leitos do hospital de Coari.

É certo que a vida uma tem perdido o seu valor diante da violência que está cada vez mais presente no seio da sociedade. Ontem assistimos em rede nacional as cenas de um homem que assassinou sua ex-mulher. Mas não é para nos acostumarmos. A vida da mulher assassinada ontem tem o mesmo valor da vida do ex-prefeito assassinado algum tempo atrás na história de Coari. O julgamento deste caso servirá para esclarecer de uma vez por toda. A quem o direito de inocência, inocência; a quem os rigores da lei, os rigores. O Tribunal de Justiça do Amazonas só não pode negar ao falecido Dr. Odair e a todos os seus familiares o direito da justiça que tem que ser feita para que ele e Coari descansem em paz.

BLOG DO HOLANDA RETORNA A DAR INFORMAÇÃO SOBRE O CASO DE HOMICÍDIO EM QUE O PREFEITO DE COARI É ACUSADO

Mais uma vez, o Blog do Holanda trouxe em primeira mão uma notícia sobre o caso da morte do ex-prefeito de Coari Dr. Odair Carlos Geraldo onde o atual prefeito de Coari é o principal acusado de homicídio.
O Blog informou que o desembargador João Mauro Bessa, da Primeira Câmara Criminal, relator do processo em que figura o prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso, acusado de matar a tiros, em agosto de 1995, o médico Odair Carlos Geraldo, determinou a redistribuição dos autos no último dia 7. Isso significa mais tempo para julgar um caso que já dura 16 anos. O tribunal ainda não indicou o substituto de Bessa.

Mitouso é réu confesso e chegou a ser preso à época do crime. Este ano se elegeu prefeito de Coari, depois que a justiça eleitoral cassou o mandato do prefeito Rodrigo Alves da Costa (PP), e de seu vice, Leondino Coelho de Menezes (PTB).

Mesmo respondendo a um processo criminal, Mitouso pôde ser candidato pois não foi condenado em nenhuma instância.

O processo contra o prefeito de Coari tramitava no primeiro grau, entre as varas de Coari ,Codajás e Tefé, num empurra-empurra que durou 16 anos, mas subiu para o Tribunal de Justiça depois que ele ganhou prerrogativa de prefeito.

As principais testemunhas arroladas pela acusação, à época do crime, são atualmente secretárias do município de Coari, nomeadas por Mitouso. São elas: Odair Geraldo, Aldir Martins e Circe Maria Silva, que agora se aliaram ao criminoso.

Se o processo não for julgado nos próximos quatro anos, prescreve e Mitouso se livra de um crime que o amarra ao passado e que ainda pode colocá-lo na cadeia. A pena para este tipo de crime é de 12 a 30 anos.

Veja o despacho do desembargador Mauro Bessa:

Decisão Monocrática

“Ante o exposto, determino a remessa dos presentes autos à Secretaria da Primeira Câmara Criminal, a fim de que sejam adotadas as medidas necessárias à redistribuição do feito entre os demais Desembargadores componentes do Tribunal Pleno desta Corte de Justiça.
Cumpra-se.

João Mauro Bessa,
Desembargador

NACIONAL: A ÚLTIMA PALESTRA DE ZILDA ARNS

A internet é uma ferramenta maravilhosa mesmo, nos permite ir além da notícia e nos leva muito mais próximos dos fatos. Quem não sentiu a morte da religiosa que cumpria uma missão social e de amor no Haiti. Quantos não queriam ter ouvido sua última palestra? Pois é, a Folha Online disponibilizou hoje a noite a transcrição da última palestra da religiosa no Haiti antes de morrer. Segundo o filho Nelson Arns Neumann, Zilda fazia seu discurso quando as paredes da igreja em que estava desabaram.


LEIA O DISCURSO NA ÍNTEGRA

Michael Jackson foi assassinado, informa atestado de óbito

Homicídio por “injeção intravenosa”, que resultou em uma “intoxicação por propofol”, é a causa da morte de Michael Jackson, segundo consta no atestado de óbito do cantor, somente agora divulgado, de acordo com o jornal inglês News of the World. Na versão anterior do documento, não aparecia o motivo.

O atestado foi expedido pelo secretário do Condado de Los Angeles e integra a série de documentos que fazem parte das investigações da morte do popstar, ocorrida em 25 de junho de 2009.

Com a divulgação do conteúdo do novo atestado, são maiores as chances de o Dr. Conrad Murray ser indiciado criminalmente. Ele estava com Michael Jackson no momento em que o cantor passou mal.

O médico já contratou um advogado: J. Michael Flanagan, que já defendeu Britney Spears e, em 2004, ganhou, para um cliente, um caso parecido com o de Murray.

COARI: ARNALDO MITOUSO E AS SOMBRAS DO PASSADO

O Blog do Holanda traz uma notícia que retoma a questão do julgamento do prefeito de Coari Arnaldo Mitouso. Segundo o Blog “O prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso, deverá ser jullgado até abril pela morte do médico Odair Carlos Geraldo, assassinado a tiros em agosto de 1995. O médico era prefeito do município. O processo – que faz 15 anos em março – chegou ao Tribunal de Justiça do Amazonas e está nas mãos do desembargador João Mauro Bessa, da Primeira Câmara Criminal. Se for condenado, Mitouso poderá pegar até 12 anos de prisã e perder o cargo de prefeito de Coari”.


LEIA A MATÉRIA COMPLETA AQUI

TSE ABSOLVE GOVERNADOR QUE PARTICIPOU DE FESTA DO DIA DAS MÃES, JURISPRUDÊNCIA QUE LEMBRA OS MOTIVOS QUE LEVARAM A CASSAÇÃO DE RODRIGO ALVES, EX-PREFEITO DE COARI QUE AGUARDA O JULGAMENTO DO MÉRITO.

O termo JURISPRUDÊNCIA diz respeito às decisões legais que se desenvolveram e que acompanham estatutos na aplicação de leis em situações de fato, ou seja, no sentido mais comum refere-se à aplicação de estudo de casos jurídicos na tomada de decisões judiciais. Com a decisão de hoje do TSE divulgado no Blog do Noblat, onde o governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), foi absolvido das acusações de abuso de poder político, econômico e de compra de votos por ter participado quando era vice governador da festa do dia das mães e nela ter feito distribuição de geladeiras e outros eletrodoméstico.


O Blog do Noblat informa que “Anchieta era o vice do governador Ottomar Pinto, reeleito em 2006. Com a morte de Otomar um ano depois, sucedeu-o no cargo… A defesa de Anchieta alegou que a maior parte de tais fatos aconteceu antes do período eleitoral, negou a distribuição de benefícios e disse que a contratação de servidores e estagiários se deu em acordo com a lei”


Com isso, o fato do julgamento do mérito do caso de Rodrigo Alves ainda não ter ocorrido, pode representar uma expectativa em relação à decisão de hoje do TSE, que realmente abre uma jurisprudência sobre o caso. Rodrigo era Vice-Prefeito quando participou da festa do dia das mães e na época o período eleitoral não havia começado e Rodrigo ainda não havia sido escolhido em convenção. Sem contar que a festa era um evento tradicional que vinha sendo realizado à 13 anos em Coari.

COARI: OS ADMINISTRADORES RURAIS E A IDEOLOGIA POLÍTICA

Muito mais que uma importante conquista política, mais que a vitória de um grupo político que lutou muito para chegar ao poder e implantar as mudanças necessárias para a conquista da justiça social a prática do atual governo mostra a grande diferença que há entre a promessa e o cumprimento da mesma. A palavra perseguição está tão evidente quanto a falta de bom censo de quem assumiu o governo para todos e o faz para alguns. A coisa anda tão escancarada que já está dando nas vistas e pegando mal.
Uma líder rural me narrou a experiência que ela mesma viveu esta semana na Secretaria de Infra-Estrutura e Desenvolvimento Rural. Ao questionar o porquê da mudança de líder na comunidade, o responsável pelo setor perguntou: “Você voto no 22 ou no 33?”. Após a resposta da líder ele ratificou: “Se na comunidade viverem duas pessoas que é do 33 e os outros forem 22 o novo líder será escolhido entre os dois que eram 33!”. Escutei a narrativa estupefato, muito mais pelo descaramento como o assunto foi tratado. Ela encerrou o comentário com uma pergunta: “E os comunitários, a opinião deles não tem valor?
O homem rural é simples, mas não é bobo. Ele sabe ler nas entrelinhas do caráter das pessoas. Na simplicidade do caboclo a veracidade das suas palavras aparece.
O que mais entristece nesta narrativa é a forma descarada com que o assunto é tratado. Sem reservas, sem lembrar a justiça tão prometida, a ditadura tão combatida e a liberdade tão desejada. Os valores sociais não podem ser segmentados, e quando há segmentação o impacto é extremamente negativo. Se o repúdio a tal prática não ganha as páginas do jornal, aos poucos a boca miúda vai espalhando de casa em casa, de vizinho para vizinho, chegando aos lugares mais distantes com a força da rejeição de um organismo vivo como que por um câncer. Um corpo estranho, que com o passar do tempo a própria sociedade cuida de extirpar.

O pior de tudo é que as pessoas teimam em cair nos mesmos erros. Repetido velhas práticas reprováveis. Aos poucos, ferindo de morte o que as pessoas mais prezam: a liberdade individual. Ouso dizer: Não adianta negar e nem justificar, os fatos estão patentes.

DIA DOS FINADOS

O dia dos finados é mais uma tradição que perpetuada através dos anos é também um feriado nacional. Dia em que as pessoas param para reverenciar a memória dos entes queridos que se foram, ao mesmo tempo que serve para relembrar a tênue ligação que há entre a vida e a morte.
Aqui em Coari, o cemitério foi todo reformado para a data. Recebeu uma nova cor na fachada e o paisagísmo foi revitalizado. A igreja católica está executando um calendário de 6 celebrações durante o dia todo. Mesmo assim o movimento de pessoas não foi tão intenso pela manhã. Os coarienses que foram até o Cemitério Santa Terezinha recordaram a vida de seus entes queridos com velas, enfeites nos túmulos e orações.
Quero aqui homenagear pessoas que marcaram minha vida: meu pai José Gomes Pereira e minha mãe Maria de Nazaré Maciel Gomes que já não estão comigo. Homenageio com grata lembraça todas as pessoas que foram vítimas do acidente aéreo em fevereiro deste ano, muitos dos quais conhecia e especialmente a memória de Joelma Gomes Aguiar, grande amiga em vida e de saudosa lembraça.

INSEGURANÇA PEGOU MAL

A onda de violência pegou mal e repercutiu fora de Coari. Hoje pela manhã ao abrir os jornais e blogs verifiquei que o assalto a casa do ex-vice prefeito de Coari Leondino Menezes ganhou as páginas de jornais e sites, o que é uma pena. O fato é mais uma página triste dentro dos fatos violentos que vêm acontecendo.
A segurança dos municípios é dever constitucional do Estado, mas as autoridades municipais podem e devem articular meios de implantar políticas que garantam a segurança do cidadão. Quem passa por um trauma como este jamais será o mesmo, e quem escapa de um incidente assim pode levantar as mãos pro céu e agradecer o livramento. Nunca se sabe o que bandidos armados e mal intencionados podem fazer. Além da ação das quadrilhas houve mortes e outros fatos isolados.

Não poderia deixar de avaliar que o tráfico de drogas é o fator mais preponderante para a violência é um pequeno município como Coari. Já é comprovado que o município que fica localizado no coração da floresta amazônica e na passagem do Rio Solimões é e torna-se um corredor, onde a droga que vem da fronteira é redistribuída e vendida para circulação interna e para a capital e o resto do Brasil.

A campanha política acabou, tanto que Leondino descartou que o ato de violência que ele sofreu tenha sido resultado de problemas políticos, com isso quero afirmar que está na hora do novo prefeito pensar as políticas junto ao governador para que a segurança pública e o tráfico de drogas seja veementemente cobatidos e as famílias possam ter a tranquilidade de sentar na sala assitir TV e derrepente não ver a casa invadida por meliantes e violentada em sua segurança. Estar na hora de começar a agir.

CADEIRA DE PREFEITO EM COARI UM LUGAR DESCONFORTÁVEL

Só foi Arnaldo assumir a cadeira de prefeito em Coari os assuntos do seu processo que está em Codajás relacionado a morte do Dr. Odair Carlos Geraldo, começam a vir a tona na mídia em Manaus. Ontem, no programa Ponto Crítico da TV a Crítica foi veiculada uma matéria onde o promotor de Coari Dr. Rogério concedeu entrevista sobre o assunto.

Na matéria, o repórter informou que o processo foi remetido para Codajás pelo fato dos juizes em Coari se julgarem suspeitos para trabalharem no caso. Mediante o encaminhamento do caso, o Dr. Rogério promotor em Coari declarou em entrevista que pode pedir a inelegibilidade de Arnaldo até novembro deste ano. Detalhe: a entrevista foi concedida a bordo de uma lancha veloz, destas que é usada para transporte de passageiros entre Coari, Codajás e Manaus.

Com o julgamento sendo consumado até novembro das duas coisas uma pode acontecer: Arnaldo ser condenado como réu do caso ou inocentado pelo júri passando definitivamente a limpo uma página da sua vida marcada por este incidente. Fato é que com a notícia veiculada ontem em Manaus, o processo que parecia está parado começa a andar.
O assunto ainda não ganhou as páginas dos jornais impressos e nem dos blogs na Internet, apenas foi veiculada em dois telejornais. Estou postando aqui sobre este assunto porque assistir a matéria, e como é um assunto sobre Coari vale o registro. Vale o registro também o comentário do âncora após a matéria: “É a situação em Coari está complicada mesmo”.
A cadeira de prefeito em Coari parece ser um local muito desconfortável, ainda não está sendo desta vez que temos um prefeito sem problemas com a justiça, mas como é fato, vale dizer também que o motivo de estar sendo processado por algo não necessariamente significa que a pessoa é culpada, só saberemos a verdade jurídica do caso após o encerramento do processo, aí sim poderemos afirmar se A ou B é culpado ou inocente. Eu independente de quem seja, acredito sempre na presunção de inocência como um direito de todo e qualquer cidadão.
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